A força feminina do Espirito Santo

Antes da existência do cristianismo, existiam crenças e tradições voltadas a Grande Mãe representada pela pomba, havia uma era Matriarcal.

220px-HolygrailAté o século IV percebe-se uma religiosidade baseada na Grande Mãe Universal e suas características suaves de amor, perdão e acolhimento. A igreja cristã, estabelecida a partir de Constantino, porém, privilegia e exige de seus seguidores uma fé cega que enfatiza a masculinidade desafiante e rígida dos seus mártires. As qualidades sublimes e sutís do feminino são renegadas e um período de obscurantismo e clandestinidade se abate sobre o culto das matriarcas Deusas, doadoras de vida, prazer e felicidade. O Patriarcado passa a exercer sua face mórbida e cruel.
Na França surge no século XII uma ordem religiosa e de cavalaria cercada de mistérios,  Ordem do Prioato de Nossa Senhora do Sion, a face oculta dos Templários, que interessa-se apaixonadamente pelo culto às Deusas Mães, agora já na figura cristianizada da Madona Negra. Porém as Madonas Negras só tornam-se fortemente presentes a partir dos Cruzados. Especialmente os templários que traziam para suas pátrias estatuetas de virgens negras, que eram tidas como exóticas representações pagãs.

A grande festa dos Templários era Pentecostes, dia do Espírito Santo. E como vimos, a Pomba pertence à Mãe Terra como o Espírito Santo pertence a Maria.
Templário-em-obediência
Pentecostes era também a grande festa Arturiana do Graal, objeto de busca sagrada que aparece por esta época.
Os Templários passaram à história como os guardiões do Graal. O Santo Graal protegia a terra, a nutria e concedia-lhe fertilidade, poderes similares aos da Mãe Terra e da Madona Negra.
O princípio feminino se revela no Graal, no século XIV entretanto marca o fim desse reflorescimento do feminino, com as primeiras fogueiras acesas pela Inquisição, que arderam 500 anos. Esta grande fogueira queima e difama os Templários e encabeça a “caça às bruxas”, numa tentativa de eliminar o princípio feminino de prazer, liberdade e bonança da Mãe Terra. É a Mãe Terra, o Princípio Feminino, nossa Mãe Primordial, símbolo de Sabedoria e integração e resolução dos opostos.

Na iconografia Cristã , ela volta com as características sagradas de Maria – a Virgem. Doadora de vida. Dela provêm os homens como frutos da terra e à ela todos retornam. A Mãe Natureza. A Deusa Mãe. Virgem como metáfora, porque não pertence a nenhum homem e sim a todos os homens.

O Espírito Santo lhe pertence – parte feminina de Deus, fogo sagrado que provém do centro da terra. Fogo serpentino – Kundalini – transmutado no Espírito Santo.

Mistério profundo, segredo herético que só pode ser transmitido pela tradição oral, privilégio apenas dos iniciados. Tudo o que pode ser revelado pela escrita temos nos registros históricos que nos remete aos cultos da Mãe Terra, da Grande Mãe – a Deusa.

Inanna, Vênus, Isis, Astarte, Cibele , Diana, Rea, Gea, Deméter,Telus, Ceres, Maia, Métis, Sophia e Maria, Annis ou Anu. Múltiplas faces da Grande Deusa, da Primordial Escuridão sobre a qual se fez a Luz.

Anúncios
Categories: Antiga Arte | 1 Comentário

Navegação de artigos

One thought on “A força feminina do Espirito Santo

  1. SOMOS OS UNICO ATRAS DO SANTO GRAAL.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: