Guardiões do Astral

Quando se fala em Espiritualidade, sempre se pensa em energias superiores, sutis. A maioria dos médiuns almeja ter contato com Entidades das esferas superiores. Eu costumo dizer: “Subir é fácil, quero ver quem tem coragem de descer”, e é desse Universo que quero comentar aqui.

Sabemos que não existiria o mal se não houvesse o bem, e vice versa. Mas não é do mal que eu quero escrever, e sim daquele que conhece tão bem o mal que é capaz de combate-lo.

Existe hierarquia em todos os lugares, Por exemplo: não é papel do Prefeito varrer as ruas da sua cidade, ele tem pessoas delegadas à essa função, não que ele não seja capaz ou não o faça quando precisar, mas não é sua função principal. Se engana quem acha que por ter funções “menos privilegiadas”, os garis tem menos importância para a sociedade.

Na espiritualidade é a mesma coisa, mas como na vida cotidiana existe preconceitos com essas profissões, entre os médiuns também. Até porque esse é um sentimento humano!

Enfim, quero quebrar um pouco desse mito negativo que temos em cima de divindades espirituais que atuam em esferas “menos privilegiadas”, buscando informar que em várias religiões/mitologias temos a figura do Guardião Astral ou Avernal 😉
Mitologia Grega

HADES:

hades__king_of_the_underworld___small_by_peschiera-d6nmusi Hades (Plutão), ao lado dos irmãos Zeus (Júpiter) e Poseidon (Netuno), travaram uma longa guerra de dez anos contra o pai Cronos (Saturno) e os Titãs. Após a vitória dos três irmãos, uma nova ordem e poder estabeleceu-se sobre o mundo e os deuses, na partilha dessa nova ordem, coube a Zeus o reino do céu e da terra, a Poseidon o mar, e a Hades as profundezas da terra, conhecidas por Érebo, Infernos ou Hades.  

Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte e sim o da pós-morte, ele comanda as almas depois que as pessoas morrem.

 Hades traz um capacete mágico, que o torna invisível diante dos deuses e dos vivos. Esta capacidade é a raiz da origem do seu nome, Hades em grego significa invisível.

O mito de Hades não gerou muitas lendas diretas, mas às criaturas adjacentes ao seu mundo. A lenda mais conhecida é a do seu amor por Perséfone . A lenda do rapto de Perséfone, uma das mais belas da mitologia, retrata a origem da primavera sobre a terra. É o amor no mundo dos mortos estendendo-se às belezas terrestres.

barrinha

Hinduismo

KALI:

kali_002Kali Ma é uma deusa hindu de dupla personalidade, exibindo traços tanto de amor e delicadeza quanto de vingança e morte terrível. Era conhecida como a Mãe Negra, a Terrível, Deusa da Morte e a Mãe do Carma.

Na mitologia hindu, Kali é uma manifestação da Deusa Durga. Segundo a lenda, no primórdios dos tempos, um demônio chamado Mahishasura ganhou a confiança de Shiva depois de uma longa meditação, porém de posse de tamanho poder, Mahishaseura iniciou um reinado de terror vandalizando pelo mundo.

 Shiva ficou muito zangado ao ser informado de tais fatos. Sua cólera, por sentir-se traído em sua confiança, saiu do terceiro olho na forma de energia e transformou-se em uma mulher terrível. Shiva aconselhou que os outros Deuses também deveriam concentrar-se em suas shaktis e liberá-las. Todos os Deuses estavam presentes quando uma nova deusa nasceu e se chamou a princípio de Durga, a Mãe Eterna. Ela tinha oito mãos e os Deuses a investiram com suas próprias armas de poder: o tridente de Shiva, o disco de Vishnu, a flecha flamejante de Agni, o cetro de Kubera, o arco de Vayu, a flecha brilhante de Surya, a lança de ferro de Yama, o machado de Visvakarman, a espada de Brahma, a concha de Varua e o leão, que é o meio de locomoção de Himavat.

Montada no leão, transformou-se em Kali, e cega pelo desejo de destruição atacou Mahishasura e seu exército. A Deusa exterminou demônio após demônio, exército após exército e um rio de sangue corria pelos campos de batalha, até que finalmente, decapitou e bebeu o sangue de Mahishasura estabelecendo novamente a ordem no mundo.

Logo após as batalhas Kali iniciou sua eufórica dança da vitória sobre os corpos dos mortos. Com esta dança todos os mundos tremiam sob o tremendo impacto de seus passos. Em muitas ocasiões, seu consorte Shiva teve de se atirar entre os demônios por ela executados e deixá-la pisoteá-lo. Esse era o único modo de trazê-la de volta à consciência e evitar que o mundo desabasse.

Carl G. Jung nos diz que uma das imagens de descida é aquela do sacrifício de sangue. Ele diz que se o herói sobrevive a esse encontro com o arquétipo da Mãe devoradora, ele ganha energia vital renovada, imortalidade, plenitude psíquica ou alguma outra dádiva.

barrinha

Budismo

BUDA IRADO

Dorje Drolo, uma das 8 manifestações do Guru Rinpoche

Se você é uma pessoa raivosa, é muito eficaz fazer prática de visualização, usando a ira como antídoto para cortar a raiva que existe na sua mente. Nas práticas com divindades iradas, visualizamos seres irados, manifestações da sabedoria, com duas, quatro ou muitas pernas pisoteando seres negativos, soltando faíscas e brandindo armas. Aqueles que são destruídos não são seres externos, mas nossos próprios venenos, nossos verdadeiros inimigos e demônios. O apego do “eu” é encarnado por Rudra, o “dono” do samsara, que é reprimido por seres que personificam a sabedoria. Em todas essas imagens iradas, assistimos ao desenrolar de uma guerra interior: a sabedoria destrói a raiva, apego e ignorância.

(Chagdud Tulku Rinpoche, Portões da Prática Budista)

Tanto o Zen quanto o Budismo Tibetano tem representações dessas deidades Iradas. É uma consciência irada porque envolve o salto. Este salto necessita de certa espécie de energia para romper a confusão. Precisamos realmente tomar a iniciativa de saltar, sem nenhuma hesitação, dos limites da confusão para a abertura. Precisamos efetivamente destruir a hesitação. Precisamos destruir todos os obstáculos que encontramos no caminho.


barrinha

Umbanda

EXU

tumblr_nojss9Tops1ut1fkfo1_500Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, vermelhos, com chifrinhos e rabos… Exu não é o Diabo.

São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente. São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. Essa é a atividade dos guardiões.

São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações. Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.


Na Umbanda a caridade é Lei Maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores.

São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos subplanos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal.

barrinha

Espiritismo

POLICIA DO ASTRAL:

2e5debebb91501bc5bd152a8269c8213A Policia do Astral, mantém a Ordem e zelando pelo Bem, impedindo os ataque das Sombras, e, em situações mais especiais, constantemente, desarmando as estratégias Trevosas, que, se não fossem impedidas, poderiam ser sério risco à integridade do Trabalho da Luz de qualquer tipo.

Esses Espíritos Guardiões se manifestam na Umbanda sob a linha de Exú ( recomendo que leiam o texto do link antes de qualquer alarde preconceituoso), outro motivo pelo qual muitos preconceituosos e desinformados acabam renegando a presença dos mesmos em Centros Espíritas, como sempre, pura questão de desconhecimento e preguiça de se despir de preconceitos. Deixo à vocês, Espíritas e Espiritualistas, a seguinte mensagem: Não ignorem esses Guardiões do Astral, vibrem por eles também em suas orações e meditações, agradeçam a eles pelo auxílio tamanho que proporcionam a todos nós, assim como vocês agradecem aos seus Mentores individuais e Espíritos amigos que os acompanham nas Jornadas de todos os dias. Lembrem-se que, sem eles, nenhum Centro conseguiria se manter, nenhuma boa-intenção iria vingar sem esforço extremamente maior que o comum e nem mesmo as Instituições Públicas iriam conseguir se manter num mínimo de Equilíbrio, sem eles, o que hoje está “ruim” estaria extremamente pior. Não se acanhem também de pedir o auxilio deles, pedir que te acompanhem durante uma viagem ou uma simples saída de casa, pedir que protejam seu lar e sua família, protejam aqueles que vocês amam, pois eles estão em todos os lugares, atuando incessantemente e, se sentirem as vibrações carinhosas emanando de nossos pensamentos, tanto de agradecimentos quanto de pedidos sinceros, irão, com toda a certeza, se dedicar com ainda mais afinco do que já fazem normalmente à nossa proteção espiritual.

Expulsem os preconceitos e a ignorância de seus corações e permitam que a Luz da Sabedoria contemple a cada um de vocês.

 

 

Fontes:

http://www.nossacasa.net

http://www.infoescola.com

espiritualizandocomaumbanda.blogspot.de 

conversaentreadeptus.com/site/os-guardioes-do-astral/

 

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