Orixás

Lendas de Oiá Yansã

omulu1RECOMPENSA
Houve uma festa e todos os Orixás estavam presentes. Menos Xapanã que ficara do lado de fora. Ogum pergunta por que o irmão não vem e Nanã responde que é por vergonha de suas feridas causadas pelas doenças.
Ogum resolve ajudá-lo e o leva até a floresta onde tece para ele uma roupa de palha que lhe cobre o corpo todo. O filá! Mas a ajuda não dá muito certo, pois muitos viram o que Ogum fizera e continuavam a ter nojo de dançar com o jovem Orixá, menos IANSÃ, altiva e corajosa, dança com ele e com eles o vento de IANSÃ que levanta a palha e para espanto de todos, revela um homem lindo, sem defeito algum.
Todos os Orixás presentes, ficam estupefatos com aquela beleza, principalmente Oxum, que se enche de inveja, mas agora é tarde, Xapanã não quer mais dançar com ninguém.
Em recompensa pelo gesto de IANSÃ, Xapanã dá a ela o poder de também reinar sobre os mortos.
Mas daquele dia em diante, Xapanã declarou que somente dançaria sozinho.

iansa8TEMPESTADE

Oxaguian estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear.
Ogun fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguian pediu a seu amigo Ogun urgência, mas o ferreiro já fazia o possível.
O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo.
Tanto reclamou Oxaguian que OIÁ, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogun a apressar a fabricação.
OIÁ se pôs a soprar o fogo da forja de Ogun e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado de calor derretia o ferro mais rapidamente.
Logo Ogun conseguiu fazer muitas armas e com as armas Oxaguian venceu a guerra.
Oxaguian veio então agradecer Ogun.
E na casa de Ogun enamorou-se de OIÁ.
Um dia fugiram Oxaguian e OIÁ, deixando Ogun enfurecido e sua forja fria.
Quando mais tarde Oxaguian voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, OIÁ teve que voltar a avivar a forja.
E lá da casa de Oxaguian, onde vivia, OIÁ soprava em direção à forja de Ogun.
E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguian da de Ogun.
E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas que com furor atiçava.
E o povo se acostumou com o sopro de OIÁ cruzando os ares e logo o chamou de vento.
E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava OIÁ a forja de Ogun. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias.
O povo reconhecia o sopro destrutivo de OIÁ e o povo chamava a isso tempestade.

CABOCLA DE IANSÃ 5A IRA DA MULHER BÚFALO
Ogum foi um dia caçar na floresta. Ele ficou na espreita e viu um búfalo vindo em sua direção.
Ogum avaliou logo a distância que os separava e preparou-se para matar o animal com a sua espada.
Mas viu o búfalo parar e, de repente, baixar a cabeça e despir-se de sua pele.
Desta pele saiu uma linda mulher.
Era Iansã, vestida com elegância, coberta de belos panos, um turbante luxuoso amarrado à cabeça e ornada de colares e braceletes.
Iansã enrolou sua pele e seus chifres, fez uma trouxa e escondeu num formigueiro.
Partiu, em seguida, num passo leve, em direção ao mercado da cidade, sem desconfiar que Ogum tinha visto tudo.

Assim que Iansã partiu, Ogum apoderou-se da trouxa, foi para casa, guardou-a no celeiro de milho e seguiu, também, para o mercado.
Lá, ele encontrou a bela mulher e cortejou-a. Iansã era bela, muito bela, era a mais bela mulher do mundo.
Sua beleza era tal que se um homem a visse, logo a desejaria.
Ogum foi subjugado e pediu-a em casamento.
Iansã apenas sorriu e recusou sem apelo. Ogum insistiu e disse-lhe que a esperaria.
Ele não duvidava de que ela aceitasse sua proposta.
Iansã voltou à floresta e não encontrou seu chifre nem sua pele.
“Ah! Que contrariedade! Que teria se passado? Que fazer?”
Iansã voltou ao mercado, já vazio, e viu Ogum que a esperava.

Ela perguntou-lhe o que ele havia feito daquilo que ela deixara no formigueiro.
Ogum fingiu inocência e declarou que nada tinha a ver, nem com o formigueiro, nem com o que estava nele.
Iansã não se deixou enganar e disse-lhe:
“Eu sei que você escondeu minha pele e meu chifre.
Eu sei que você se negará a me revelar o esconderijo
Ogum, vou me casar com você e viver em sua casa.
Mas, existem certas regras de conduta para comigo.
Estas regras devem ser respeitadas, também, pelas pessoas da sua casa.
Ninguém poderá me dizer: Você é um animal!
Ninguém poderá utlizar cascas de dendê para fazer fogo.
Ninguém poderá rolar um pilão pelo chão da casa”.

Ogum respondeu que havia compreendido e levou Iansã.
Chegando em casa, Ogum reuniu suas outras mulheres e explicou-lhes como deveriam comportar-se.
Ficara claro para todos que ninguém deveria discutir com Iansã, nem insultá-la.

A vida organizou-se.
Ogum saía para caçar ou cultivar o campo.
Iansã, em vão, procurava sua pele e seus chifres.
Ela deu à luz a uma criança, depois um a segunda e uma terceira…Ela deu à luz a nove crianças.
Mas as mulheres viviam enciumadas da beleza de Iansã.

Cada vez mais enciumadas e hostis, elas decidiram desvendar o mistério da origem de Iansã.
Uma delas conseguiu embriagar Ogum com vinho de palma.
Ogum não pôde mais controlar suas palavras e revelou o segredo.
Contou que Iansã era, na realidade, um animal; que sua pele e seus chifres estavam escondidos no celeiro de milho.
Ogum recomendou-lhes ainda:
“Sobretudo não procurem vê-los, pois isto a amedrontará.
Não lhes digam jamais que é um animal!”
Depois disso, logo que Ogum saía para o campo,
as mulheres insultavam Iansã:
“Você é um animal! Você é um animal!!”

Elas cantavam enquanto faziam os trabalhos da casa:
“Coma e beba, pode exibir-se, mas sua pele está no celeiro de milho!”
Um dia, todas as mulheres saíram para o mercado.
Iansã aproveitou-se e correu para o celeiro.
Abriu a porta e, bem no fundo, sob grandes espigas de milho, encontrou sua pele e seus chifres.
Ela os vestiu novamente e se sacudiu com energia.
Cada parte do seu corpo retomou exatamente seu lugar dentro da pele.

Logo que as mulheres chegaram do mercado, ela saiu bufando.
Foi um tremendo massacre, pelo qual passaram todas.
Com grandes chifradas Iansã rasgou-lhes a barriga,
pisou sobre os corpos e redou-os no ar.
Iansã poupou seus filhos que a seguiam chorando e dizendo:
“Nossa mãe, nossa mãe! É você mesma?
Nossa mãe, nossa mãe!! Que você vai fazer?
Nossa mãe, nossa mãe!!! Que será de nós?”
O búfalo os consolou, roçando seu corpo carinhosamente no deles e dizendo-lhes:
“Eu vou voltar para a floresta; lá não é um bom lugar para vocês.
Mas, vou lhes deixar uma lembrança.”
Retirou seus chifres, entregou-lhes e continuou:
“Quando qualquer perigo lhes ameaçar, quando vocês precisarem dos meus conselhos, esfreguem estes chifres um no outro.
Em qualquer lugar que vocês estiverem, em qualquer lugar que eu estiver, escutarei suas queixas e virei socorrê-los.”

Eis porque dois chifres de búfalo estão sempre no altar de Iansã.
(Do livro Lendas Africanas dos Orixás)
Pierre Fatumbi Verger/Caribé – Editora Corrupio

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Iansã

Oya+PadainaEPAHEY OYÁ!Homenageada em 04 de dezembro, Oyá, Iansã ou Inhançã é a orixá dos ventos e dos raios, a deusa que comanda as tempestades e também o espírito dos mortos, os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim – um dos seus símbolos.

Orixá guerreira, Oyá esposa amada de Xangô, recebe dele o título de Iansã que faz referência ao entardecer, que pode ser traduzido como “a mãe do céu rosado” ou a “mãe do entardecer” portanto o rosa é a de Iansã cor por excelência.

Iansã costuma ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.

Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, e se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura – enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.

Iansã é extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante em suas lendas, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. Iansã é o orixá do arrebatamento, da paixão.

Características dos filhos de Iansã:

filho de Iansã é conhecidos por seu temperamento explosivo. Está sempre chamando a atenção por ser inquieto e extrovertido.

Tem um prazer enorme em contrariar todo tipo de preconceito. Passa por cima de tudo que está fazendo na vida, quando fica tentado por uma aventura. Em seus gestos demonstra o momento que está passando, não conseguindo disfarçar a alegria ou a tristeza. Não tem medo de nada. Enfrenta qualquer situação de peito aberto. É leal e objetivo. Sua grande qualidade, a garra, e seu grande defeito, a impensada franqueza, o que lhe prejudica o convívio social.

Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo.

Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas.

São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.

Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração – tão ou mais radical ainda que a anterior.

Os filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas, a longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões.

Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.

Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos para seu círculo mais íntimo.

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Tempo

O tempo é muito importante, por isto é um Orixá. Tem sua morada na “fícus religiosa” e nas mangueiras e é uma divindade cultuada ao pé de uma árvore sagrada onde é feito seu ritual e suas oferendas, conhecida como gameleira, por isto é conhecido no Brasil como Orixá da Gameleira Branca.
É conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilônia como ENKI, o Leão Alado, que acompanha todos os seres, do nascimento ao infinito; cultuado no Egito como ANÚBIS, o deus Chacal que, determina a caminhada infinda dos seres, desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte.
Também venerado como TEOTIHACAN entre os Incas e VIRACOCHA entre os Maias como o Senhor do início e do Fim.
Os sacerdotes umbandistas sabem que, os milagres das suas cerimônias ritualísticas, só se realizam pelo veículo do Orixá Tempo, que dominando o tempo e o espaço, facilita a todos a compreensão da paciência, do aprendizado constante e sem fim, do aprimoramento de suas missões, dando-lhes o tempo necessário para o despertar do amor, persistência e a conformação do que tem de passar.
Nós, filhos da umbanda, precisamos prestar atenção à este Orixá que trabalha ininterruptamente, determinando o espaço e o tempo que cada Ser tem para empreender sua jornada retificadora perante a eternidade. É ele que faculta aos Orixás zelarem e encaminharem seus regidos dando-lhes seus atributos que podem gerar alternativas positivas ou negativas. É ele que, por ordem superior (Zâmbi), nos faculta o livre-arbítrio da escolha do caminho a seguir.
Às vezes nos é dado por este Orixá a oportunidade de viajarmos em seu veículo e retrocedermos no tempo e no espaço para verificação das promessas feitas a nós mesmos quando do reencarne. São as chamadas regressões.
Portanto seria de bom alvitre que cada um por si procurasse ao final de cada jornada, verificar todos os nossos atos, ações e reações, para que tenhamos tempo de corrigir nossa trajetória à caminho da Eternidade
LENDA
Tempo era um homem muito agitado que fazia e resolvia muitas coisas ao mesmo tempo. Entretanto, este homem vivia reclamando e cobrando de Zambi que o dia era muito pequeno para fazer e resolver tudo que quisesse. Um dia, Zambi lhe disse: “Eu errei em sua criação, pois você é muito apressado”.. Ele então respondeu a Zambi: “Não tenho culpa se o dia é pequeno e as horas miúdas, não dando tempo para realizar tudo que planejo”. A partir desse momento, Zambi então determinou que esse homem passasse a controlar o tempo. Tendo domínio sobre os elementais e movimentos da natureza, rege as estações do ano e está ligado ao frio, ao calor, à seca, às tempestades, ao ambiente pesado e ao ambiente agradável.

Gameleira Branca – morada de Tempo

FicusReligiosa

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IBEJÍS

27 de Setembro

Ibejí ou Ibejís são os Orixás africanos que protegem as crianças. Foram sincretizados a São Cosme e São Damião, são conhecidos na Umbanda como os Orixás de amor e alegria.
Os santos católicos viveram no oriente e também foram perseguidos por Diocleciano. Historicamente pouco se sabe sobre eles, sabe-se que eram gêmeos e foram médicos.
Em grego eram chamados de “anargiros”, isto é, sem dinheiro. Isso porque não cobravam por seus préstimos e curavam não somente os homens, mas também os animais e pouco se sabe sobre a morte de ambos.
Os espíritos trabalhadores sobre a influência de Ibejí, apresentam-se normalmente sob a forma de crianças ou espíritos de crianças, porém espíritos não têm idade, apresentam-se dessa forma de modo a facilitar a comunicação com as nossas crianças. Esses espíritos puros trazem a cura para as doenças e amparam todas as crianças enquanto elas manterem a inocência.
Seus domínios são os parques, jardins e grandes gramados. Sua cor é o rosa, os espíritos que trabalham sob a irradiação de Ibejí são espíritos de grande força espiritual.
Não devemos julgá-los fracos devido à forma como se apresentam, ou seja, como crianças, depois de Oxalá são os únicos que dominam totalmente a magia.
Nas obrigações a Ibejí, são utilizadas velas cor de rosa, flores com tonalidade rosa e sem os espinhos ou ainda brancas. Também são usados doces como as cocadas, balas, pirulitos, fatias de bolo, etc. A bebida é a água pura ou então misturada com mel e mais recentemente são utilizados refrigerantes como o guaraná.
Ibejí, São Cosme e São Damião são trabalhadores da linha de Oxalá e pertencem a uma de suas falanges. A eles podemos pedir proteção contra demandas e malefícios; pedir principalmente proteção para nossas crianças, principalmente as enfermas.
Ao pedir ajuda a linha de Ibejí, faça-o com o coração isento de mágoas e amarguras. Por serem extremamente positivos, afastam-se das pessoas interesseiras, com pensamentos negativos e egoístas.
São raros os filhos de Ibejí, por não suportarem sentimentos negativos, escolhem a dedo os seus filhos, na realidade preferem ficar perto das crianças, enquanto manterem a inocência.
São poderosos aliados das forças do bem, nada maligno consegue resistir a eles. No mês de Setembro de todos os anos, os terreiros preparam grandes festas em sua homenagem, procurando desta forma devolver a eles a proteção e o carinho que nos dispensam, principalmente aos nossos filhos e as pessoas doentes.

Ibêji na Umbanda 

Cosme, Damião e Doum, em representação umbandista
Os Ibêji nem sempre são conhecidos na Umbanda por esse nome, mas sua influência está presente na forma do culto às “crianças”, erês ou ibejadas, símbolos de alegria, fertilidade e inocência. São tidos por renovadores dos sentimentos, que por meio da pureza e simplicidade, suavizam a alma e “adoçam a vida”, dando balas aos que os consultam em busca de cura ou orientação espiritual. A linha das crianças ou dos erês é também conhecida como linha de Yori.
São sincretizados com São Cosme e São Damião. Segundo a lenda católica, eram irmãos, possivelmente gêmeos, mas a tradição da umbanda os faz trigêmeos e acrescenta um terceiro irmão, Doum, que faleceu ainda pequeno. Cosme e Damião tornaram-se médicos que socorriam os pobres e as crianças abandonadas e infelizes. Cada um dos três é líder de uma das falanges de Yori ou Ibêji na crença umbandista.

Lenda:
Xangô e Iansã tiveram filhos gêmeos, os Ibejis. As crianças eram lindas e cresciam fortes para alegria e orgulho de seus pais. Houve, porém, na cidade em que viviam, uma peste avassaladora que infectava e matava crianças em poucas horas.
Para desespero de Iansã, um dos gêmeos foi vitima da doença e morreu sem que ninguém pudesse fazer nada para salvá-lo.
Iansã, a partir desse dia, entrou em profunda depressão, a vida já não apresentava motivos para seguir adiante. Soprou o vento que sempre trazia, para longe e já não comandava as grandes tempestades que passaram a destruir de forma implacável todas as terras. Em um de seus desvarios, arrumou um boneco de madeira e vestindo-o de maneira esmerada, colocou-o num lugar de honra em sua casa. Era o canto sagrado que ninguém podia transpor apenas ela podia ali entrar acompanhada de sua mágoa e dor.
Todos os dias entregava um pequeno presente aos pés da imagem e chorava copiosamente enquanto conversava como se fosse seu pequeno filho. Olorum, ao ver tamanha tristeza, teve tanto dó da mãe sofredora, que uma lágrima pura e límpida caiu de seus olhos exatamente sobre a cabeça do boneco. A pequena gota mágica fez o menino reviver e Iansã teve seu filho de volta.
Ainda hoje os Ibejis com sua alegria infantil. correm pelos jardins do Orum, sempre observados com doçura pelo amoroso olhar materno da grande guerreira.
Oni Beijada!

Curiosidade:

Ibêji (do iorubá Ìgbejì, “gêmeos”) é o protetor dos gêmeos. Dá-se o nome de Taiwo ao primeiro gêmeo a nascer e o de Kehinde ao segundo. Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorùbá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ìbejì.
O animal tradicionalmente associado a Ibêji é o macaco Colobus polykomos, ou “colobo real”. Pelas manhãs eles ficam acordados em silêncio no alto das árvores, como se estivessem em oração ou contemplação, daí serem considerados mensageiros dos deuses, ou capazes de escutar os deuses. A mãe colobo quando vai parir, afasta-se do bando e volta apenas no dia seguinte das profundezas da floresta trazendo seu filhote (que nasce totalmente branco) nas costas. O colobo é chamado em iorubá de edun oròòkun, e seus filhotes são considerados a reencarnação dos gêmeos que morrem, cujos espíritos são encontrados vagando na floresta e resgatados pelas mães colobos.

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Rainha dos Raios

Oya-Yansã

Yansã é a orixá dos ventos, dos raios, do fogo, defensora das mulheres guerreiras que batalham pelo pão de cada dia, possui um poder dominador sobre os mortos e é rainha dos Eguns, é a primeira esposa de Xangô. Yansã é um orixá de origem Angola, também chamada de Oya nome de um rio que é um dos afluentes do rio Niger. Seus animais são a borboleta, o búfalo e a perua. Sua saudação é ‘Eparrei Oya! Oya messan orun!!!

Dona do Raio: O Vento
Maria Bethânia

Vamos chamar o vento
Vamos chamar o vento
Vamos chamar o vento
Vamos chamar o vento

“É vista quando há vento e grande vaga
Ela faz um ninho no enrolar da fúria e voa firme e certa como bala
As suas asas empresta à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas
Sobre os abismos, passa e vai em frente
Ela não busca a rocha, o cabo, o cais
Mas faz da insegurança a sua força e do risco de morrer, seu alimento
Por isso me parece imagem e justa
Para quem vive e canta num mau tempo”

O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
E Santa Bárbara é santa que me clareia (2x)

A minha voz é vento de maio
Cruzando os mares dos ares do chão
Meu olhar tem a força do raio que vem de dentro do meu coração

O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia
E o vento de Iansã também sou eu
E Santa Bárbara é santa que me clareia

Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão
Quando o amor relampeia aqui dentro, vira um corisco esse meu coração
Eu sou a casa do raio e do vento
Por onde eu passo é zunido, é clarão
Porque Iansã desde o meu nascimento, tornou-se a dona do meu coração

O raio de Iansã sou eu…

Sem ela não se anda
Ela é a menina dos olhos de Oxum
Flecha que mira o Sol
Olhar de mim.

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Pomba Gira Guardiã Maria Molambo

Dona Maria Molambo é guardiã chefe de falange, ou seja é o nome de uma falange com milhares de “marias mulambos”. essas marias têm personalidades e histórias de vidas diferentes umas das outras, mas em geral, a sua fama de boa conselheira e orientadora de seus médiuns e consulentes , tornou cada um desses espíritos entidades, amadas, respeitadas e muito solicitadas no terreiro em geral. são muito interessadas e dedicadas em ajudar seus cavalos (médiun e protegidos. Quase sempre mostram-se como uma mulheres fina requintadas e nada vulgares, mesmo as que se apresentam como do caís ou do cabaré.

São consideradas as entidades capaz de ajustar a vida como um todo. Mas cobram de seus protegidos ação e caráter firmes.

As guardiãs “maria mulambo” também têm muitos protegidos no mundo espiritual, e também a eles são feita as cobranças necessárias à sua evolução.

Essas pombas giras fazem de tudo para ajudar seus cavalos e quem as procure em busca de soluções para as dificuldades de suas vidas.
A falange Maria Molambo costuma trabalhar dentro da hierarquia vibracional de Iansã.

Seus trajes variam muito, como suas cores. pode usar o negro, o negro e vermelho, o vermelho com detalhes negros, roupas com fitas ou farrapos coloridos. a escolha da roupa, depende da atuação vibracional da entidade: estrada, calunga, encruzilhada, etc.

Pode receber seus ebós (oferendas) nas encruzilhadas em forma de T, nos terreiros de umbanda ou candomblé, ou em lugares especificados pela entidade incorporada em seu médium.
A origem do nome Maria Molambo vem não só da origem de privações financeiras, como do estado emocional em que chegam e são recolhidos os espíritos que trabalham na falange.

Dona Maria Mulambo tornou-se quase que uma padroeira das mulheres que chegam ao fim do poço e precisam de força e estímulo, não só para continuarem a luta, bem como para vencerem e transcenderem as dificuldades, e serem dignamente mais felizes e senhoras de si.

Salve minha amada guardiã Maria Molambo, amiga dessa e de muitas outras vidas!!!
Saravá sua falange

Texto: Claudia Baibich

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Exu Pantera Negra

Exu Pantera Negra

Linha dos Caboclos Quimbandeiros

Alguns irmãos umbandistas conhecem estes trabalhadores astrais, com o nome de Caboclos Quimbandeiros.

Chefe – Exu Pantera Negra, conhecido por este nome devido à sua enorme coragem e força para vencer demandas e realizar os mais terríveis trabalhos de magia, além de ter o poder de curar até doenças tidas como incuráveis, também possui o poder de enriquecer quem a ele recorrer, esta linha possui este denominativo não é atoa, pois os espíritos que compõe esta linha se apresentam como se fossem caboclos, índios americanos enfim, tendo especialidade em trabalhos de cura e desobsidiação, além de favorecerem as riquezas materias e tesouros, são exímios guerreiros, a maioria delas pertencem a antiga tribo Sherokee dos E.U.A. Assim como ocorre em todas as linhas, é esta composta por sete falanges, cada uma com seu respectivo chefe, que por sua vez comanda outras sete legiões, onde se divide novamente em sete falanges, novamente, cada falange com sete chefes e assim sucessivamente até certo limite.

Pantera Negra aparece como caboclo e exu, mesmo fora da Umbanda. Na região Sul do Brasil, principalmente, o encontramos dentro de um grupo muito especial, chamado de Caboclos Africanos.

Mas a verdade é que Exu Pantera Negra, no Reino das Matas, tem a força indomita um gato caçador, e seu comportamento noturno e a mistura certa entre o “mistério, perigo e beleza.”

Os mais conhecidos, além de Pantera Negra, são : Caboclo Pantera Vermelha, Caboclo Jibóia, Caboclo Mata de Fogo, Caboclo Águia Valente, Caboclo Corcel Negro e Caboclo do Monte.

 

 

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Nanã

Dia de comemoração: 26 de julho

A mais temida de todas os Orixás. A mais respeitada. A mais velha, poderosa e seria. Nanã é o encantamento da própria morte. Seus cânticos são súplicas para que leve Iku – a morte – para longe e quem  permite que a vida seja mantida.

É a força da Natureza que o homem mais teme, pois ninguém quer morrer! Ela é a Senhora da passagem desta vida para outras, comandando o portal mágico, a passagem das dimensões.

             

LENDA DE NANÃ

Olorun enviou Nanan e Oxalá para viverem na Terra e criarem a humanidade. Os dois foram dotados de grandes poderes para desempenharem essa tarefa, mas somente Nanan tinha o domínio do reinado dos eguns, e guardava esses segredos, bem como o da geração da vida, em sua cabaça.

Oxalá não se conformava com esta situação, queria poder compartilhar desses segredos. Tentava agradar sua companheira com oferendas para convencê-la a revelar seu conhecimento.

Nanan, sentindo-se feliz com as atitudes de Oxalá, decide mostrar-lhe egun, mas apenas ela era reconhecida nesse reinado.

Certa vez, enquanto Nanan trabalhava com a lama, Oxalá, disfarçando-se com as roupas dela, foi visitar egun, sem lhe pedir autorização.

Quando Nanan, sentiu a falta de Oxalá e de sua própria vestimenta, teve certeza de que ele havia invadido o seu reinado, atraiçoando-a gravemente. Enfurecida com a descoberta, resolveu fechar a passagem do mundo proibido, deixando Oxalá preso.

Enquanto isso, Oxalá caminhava no reinado de Nanan, tentando descobrir seus mistérios, mas apenas ela conseguia comunicar-se com os eguns.

Egun, sempre envolto em seus panos coloridos, não tinha rosto, nem voz. Oxalá, usando um pedaço de carvão, criou um rosto para ele, como já havia feito com os seres humanos, e, com seu sopro divino, abriu-lhe a fala. Assim, ele conseguiu desvendar os segredos que tanto queria, mas, quando se deu conta, viu que não conseguia achar a saída.

Nanan não sabia o que fazer, por isso fechou a passagem para mantê-lo preso até encontrar uma forma de castigá-lo. Contou a Olorun sobre a traição de Oxalá, que não aprovou a atitude de ambos. Nanan errou ao revelar a Oxalá os segredos que o próprio Olorun lhe confiara. Para castigá-la, tomou o seu reinado e o entregou a Oxalá, pois ele desempenhara melhor a tarefa de zelar pelo eguns. Oxalá também foi castigado, pois invadiu o domínio de um outro orixá. Daquele dia em diante, Oxalá seria obrigado a usar as roupas brancas de Nanan, cobrindo o seu rosto, com o que somente as iyabás usam.

Disputa entre NANÃ BURUKU e OGUM

No inicio dos tempos os pântanos cobriam quase toda a terra. Faziam parte do reino de Nanã Buruquê e ela tomava conta de tudo como boa soberana que era. Quando todos os reinos foram divdio Olorun e entregues aos orixás uns passaram a adentrar nos domínios dos outros e muitas discórdias passaram a ocorrer. E foi dessa época que surgiu esta lenda. Ogum precisava chegar ao outro lado de um grande pântano, lá havia uma séria confusão ocorrendo e sua presença era solicitada com urgência. Resolveu então atravessar o lodaçal para não perder tempo. Ao começar a travessia que seria longa e penosa ouviu atrás de si uma voz autoritária: – Volte já para o seu caminho rapaz! – Era Nanã com sua majestosa figura matriarcal que não admitia contrariedades – Para passar por aqui tem que pedir licença! – Como pedir licença? Sou um guerreiro, preciso chegar ao outro lado urgente. Há um povo inteiro que precisa de mim. -Não me interessa o que você é e sua urgência não me diz respeito. Ou pede licença ou não passa. Aprenda a ter consciência do que é respeito ao alheio. Ogum riu com escárnio: – O que uma velha pode fazer contra alguém jovem e forte como eu? Irei passar e nada me impedirá! Nanã imediatamente deu ordem para que a lama tragasse Ogum para impedir seu avanço. O barro agitou-se e de repente começou a se transformar em grande redemoinho de água e lama. Ogum teve muita dificuldade para se livrar da força imensa que o sugava. Todos seus músculos retesavam-se com a violência do embate. Foram longos minutos de uma luta sufocante. Conseguiu sair, no entanto, não conseguiu avançar e sim voltar para a margem. De lá gritou: -Velha feiticeira, você é forte não nego, porém também tenho poderes. Encherei esse barro que chamas de reino com metais pontiagudos e nem você conseguirá atravessa-lo sem que suas carnes sejam totalmente dilaceradas. E assim fez. O enorme pântano transformou-se em uma floresta de facas e espadas que não permitiriam a passagem de mais ninguém. Desse dia em diante Nanã aboliu de suas terras o uso de metais de qualquer espécie. Ficou furiosa por perder parte de seu domínio, mas intimamente orgulhava-se de seu trunfo: – Ogum não passou!

É por isso que os sacrifícios para Nanã não podem ser feitos com instrumentos de metal.

Os filhos de Nanã

Omolu e Oxumaré

Nanã era rainha de um povo e tinha poder sobre os mortos. Para roubar esse poder, Oxalá casou com ela, mas não ligava para a mulher. Então, Nanã fez um feitiço para ter um filho. Tudo aconteceu como ela queria mas, por causa do feitiço, o filho (Omolu ) nasceu todo deformado; horrorizada, Nanã jogou-o no mar para que morresse. Como castigo pela crueldade, quando Nanã engravidou de novo, Orumilá disse que o filho seria lindo mas se afastaria dela para correr mundo. E nasceu Oxumaré, que durante 6 meses vive no céu como o arco-íris, e nos outros 6 é uma cobra que se arrasta no chão.

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Xangô e as Festas Juninas

xangoXangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e equidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo. Xangô talvez seja o Orixá mais sincretizado com os santos católicos: São João Batista, São Pedro, São Jerônimo, por isso, Xangô é tão festejado neste mês de Junho, principalmente nas fogueiras de São João. Na mitologia romana é Júpiter, o pai e mestre dos deuses, para os gregos é Zeus, aquele que usava seus raios para punir os mortais, esta correspondência pode ser feita pelo poder supremo que ambos encarnam.

É um Orixá muito cultuado e respeitado no Brasil, isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça – representa a autoridade constituída no panteão africano.

Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios. Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão.

Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada.

Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
XANGÔ é o fogo latente na pedra, e ao mesmo tempo, a própria pedra. As pedras que representam a sabedoria no Xamanismo, por estarem à milhares de anos trazendo e gravando as memórias da Terra,  são justamentes os atributos de Xango: sabedoria, rigidez, e estabilidade.

XANGÔ representa para o homem o SEGUNDO RAIO CÓSMICO – A SABEDORIA, que rege o chacra cardíaco.

O significado mágico do seu nome está na formação da palavra
XA = Senhor, Dirigente;
ANGÔ = AG + NO = Fogo Oculto
GÔ = Raio, Alma

Portanto, XANGÔ, equivale a SENHOR DO FOGO OCULTO, SENHOR OU DIRIGENTE DA CENTELHA DIVINA (a centelha que inicia o fogo).

 

24/06 Homenagem à São João e Xando Agodô

Xangô Agodô – sincretismo com São João Batista. Preside as cerimônias de fé e de batismo. Grande auxiliar das intuições puras atuando harmoniosamente com Oxum.
Legião dos caboclos que trabalham nas pedras e que estão dentro dos rios, nos seixos rolados, nas pedras iniciáticas e na pedra batismal.

29/06Homenagem à São Pedro e Xango Alufam

Xangô Alufam – sincretismo com São Pedro, dia 29 de junho. Nesta data também homenageia-se o desdobramento de Xangô que atua juntamente com Omulu, chamado de Xangô Alufam, que na justiça e organização é principalmente responsável pela diretriz ou encaminhamento dos desencarnados, pois possui as chaves do céu.

Esta legião trabalha nas pedras dos rios, dos mares, cachoeiras, lagos e fontes. Xangô Alufam é considerado o protetor dos pescadores e responsável pela diretriz dos desencarnados, pois possuem as chaves do céu. Vibra nas cores brancas e marrons, simbolizando a água e a pedra. Aceita obrigações em todas as pedras que estejam em contato com a água.

Encerram-se as comemorações juninas com a homenagem ao apóstolo Pedro, que antes de ser assim denominado por Jesus, chamava-se Simão e era pescador. Nos Evangelhos consta que Jesus o chamou de Kepha (em aramaico) ou Petrus (em latim) que significa pedra ou rocha, pois ele seria a pedra onde o Mestre fundaria Sua Igreja e lhe entregaria as chaves dos céus e seria, à partir de então, pescador de homens.

29/06Homenagem à São Paulo e Xango Alafim

Xangô Alafim – Echê = São Paulo em 29/06
Esta legião trabalha nas pedras solitárias dos caminhos ou das matas que servem de assento a viajantes ou caçadores cansados, como os convidando à meditação que leva a sabedoria na busca de soluções para os impasses da vida. Suas vibrações auxiliam oradores, intelectuais, juristas e juízes, pois defendem integralmente a pureza moral. Aceitam obrigações nas pedras solitárias e suas cores vibratórias são o marrom e branco, o material utilizado e semelhante ao de Xangô Kaô.

Encerram-se as comemorações juninas com a homenagem ao apóstolo Pedro, que antes de ser assim denominado por Jesus, chamava-se Simão e era pescador. Nos Evangelhos consta que Jesus o chamou de Kepha (em aramaico) ou Petrus (em latim) que significa pedra ou rocha, pois ele seria a pedra onde o Mestre fundaria Sua Igreja e lhe entregaria as chaves dos céus e seria, à partir de então, pescador de homens.

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Exú – Santo Antonio da Pemba

Exu é como guardião e protetor.
Exu (origem africana) é o símbolo da fecundação e desenvolvimento.
Carinhosamente tratado como “Compadre”, amigo íntimo sempre presente para defender seu protegido.
Não se pode de forma alguma relacionar os espíritos obsessores aos Exus, que realmente existem e viveram encarnados na Terra.

Eles são orientados por Guias (Caboclos e Pretos Velhos). Trabalham como intermediários entre os Orixás e os homens em missão do bem para a humanidade. Formam numerosas Falanges, todas lideradas por grandes Chefes agindo no nosso mundo.
São criaturas como nós, já tendo encarnado e desencarnado na Terra por muitas vezes.

Toda pessoa tem seu Exu particular, responsável pela força necessária ao seu desenvolvimento.
O vermelho e o negro são as suas cores representativas. O negro representa todo o culto em potência, sem diferenciação, sendo o primeiro elemento que dinamiza o culto e permite que ele se manifeste. Por coincidência ou não, no espectro visível do olho humano, vermelho é a vibração de menor frequência, abaixo do nível da qual tudo é negro, ausência de luz.
Sendo o senhor dos limites, inclusive no horário, seu momento mais próprio não poderia ser outro senão a fronteira entre os dias, isto é, a meia-noite.
Existem Exus na terra, no fogo, na água e no ar, bem como nas combinações desses elementos e nos estados de transição entre eles, incluindo os cemitérios. Têm a encruzilhada em “X” como seu local de força, por ser dominador de todos os caminhos.
Os Exus não possuem somente os nomes comumente conhecidos como Exu Marabô, Tiriri, Mangueira, etc. Têm seus nomes esotéricos ou cabalísticos: “Exu Tranca-Ruas”, cujo nome esotérico, Senhor TARKEMACHE, que viveu neste mundo encarnado no Castelo de Cordevillee, sendo doutor e príncipe da Corte Francesa, na época de Richelieu; “Exu Tata Caveira”, cujo nome esotérico, senhor PROCULO, foi químico; “Exu Meia-Noite”, cujo nome esotérico, senhor HAEL, era um homem muito rico e belo, viveu em Apuaruma, terra onde hoje só existem vestígios e destroços, localizada na Serra do Congogi.

Exu abre as cerimônias do terreiro em dias de festa e de outras obrigações, é porteiro das matas, dando início para a colheita das ervas; dá conselhos, servindo de intermediário dos Orixás, aos homens; é controlador dos Eguns, inclusive determinando suas reencarnações e interlocutor nos jogos de búzios.
Nos Terreiros, Exu tem sua casa próximo à entrada dos mesmos, denominada “Ailê Okutá” ou “Ilêxus”.

 

Santo Antônio de Pemba

Entre Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pemba há muita diferença.
Como o número de escravos era superior ao dos fidalgos, erigiu-se em cada fazenda uma capela com o Santo da devoção dos Senhores ou Sinhás das fazendas, onde um Sacerdote da Igreja Católica fazia seus ofícios religiosos.
Quando os escravos adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu, fizeram-no por diversos motivos. O primeiros porque tinham que acompanhar o credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas, pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é Exu.
O dia de Santo Antônio de Pemba é 13 de junho, razão pela qual a Umbanda comemora nesta data o dia de Exu.

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