Xangô – São João

Os sincretismos de Xangô na Umbanda

No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos.
Protetor dos intelectuais, dos magistrados.
Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar.
Com o poder do fogo de Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento.
Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.
Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, à cabeça, papéis, entregamos a linha de Xangô.
Xangô é o grande Rei, poderoso, autoritário, porém que tem compaixão e é justo.
Xangô tem autoridade é valente, mas tem um grande e bom coração.
O seu machado é o simbolo da imparcialidade.
É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromância, numerologia, cartomancia.
Por este motivo, a linha dos ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.

O Orixá Xangô

xango6_nXangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante a Javé, Zeus, Odin e Tupã.
Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas.
A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega…
Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos.
Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclareça e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, aonde costuma-se depositar oferendas é no alto de uma pedreira ou na cachoeira.
Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação.
Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
No esoterismo de Umbanda Xangô é o Senhor das Almas, cujo atributo é a sabedoria afim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua balança todas as almas.
Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do que fazer cumprir a lei kármica para todos os seres viventes, ilumina o caminho a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que escravizam a consciência.

 

São João Batista

images (1)São João Batista nasceu no dia 24 de Junho.
Era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo.
Nasceu com a missão de preparar o caminho para a chegada do Messias.
Por esse motivo, a imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo, pois foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus, o Cristo Jesus.
Diz a história bíblica, que na antiga Judéia, as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas.
Como moravam distantes, elas combinaram, que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade acendendo uma fogueira em frente à própria casa.
Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João Batista.
É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo.
Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, “estremecendo de alegria” na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel.
O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó.
Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.
Crítico da hipocrisia e da imoralidade, João Batista condenou publicamente o fato do rei ser amante da própria cunhada, Herodíades.
Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse.
A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.
João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita.
Podemos dizer até, que ele, João, seria o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios daquela época.
O valor simbólico e filosófico de João Batista, portanto, ultrapassa completamente o dogma católico:
João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava, que o que viria depois dele “batizaria com fogo”, isto é, o Espírito Santo.
João Batista é o único santo, além de Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a carne.
Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de São João batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obediência e pobreza.
Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de São João Batista devem tornar-se para os homens de hoje sinais do Reino e anunciar os caminhos do senhor, a exemplo do seu padroeiro.
Deste modo, o simbolismo de “Yohanan” (João em hebarico) ganha, com os séculos, uma poderosa força, que é cultivada por várias correntes gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários e templários, desde a sua origem, invocam João Batista para seu patrono.
Assim, São João, o fogo e o solstício de verão, no hemisfério norte, estão indissoluvelmente ligados com uma ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o “Fogo Sagrado” agirá, quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o trabalho, quer como inteligência criadora, criativa e genial, avessa a qualquer Avatar, porque não reconhece poder na Terra superior a Deus.

A tradição da fogueira nasceu antes do Cristo.
Queimar fogueiras, naquela época, significava, saudar a chegada do verão, e apenas no século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de São João Batista.
Os portugueses no século XIII incluíram São Pedro, e Santo Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583.

fonte:http://tendadexango.blogspot.de

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Holi – Festival das cores

Holi, também chamado de Festival das Cores, é um popular festival da Primavera realizado em diversos países, mas principalmente na Índia.

O principal dia, Holi, também conhecido como Dhulheti, Dhulandi ou Dhulendi, é celebrado por pessoas que atiram água e pó colorido uns aos outros. As pessoas cumprimentam-se dizendo “Holi Hai”, e é comemorado no dia de lua cheia do mês de Phalugna ou Falguna (Phalgun Purnima), que geralmente cai na parte posterior de fevereiro ou março.

História:

Os historiadores contam que o Holi antecede em muitos séculos o nascimento de Cristo e são muitas as lendas que explicam o seu aparecimento, em geral remetendo ao temível Rei Hiranyakashyap. Muito vaidoso, ele queria que todos no seu reino o adorassem, mas foi justamente o seu filho Prahlad quem resolveu adorar uma entidade diferente, chamada Vishnu . Hiaranyakashyap combinou com a sua terrível irmã Holika, que tinha o poder de não se queimar, que ela entraria numa fogueira com Prahlad em seus braços para matá-lo. Mas Holika deu-se mal porque ela não sabia que o seu poder de enfrentar o fogo seria anulado quando ela entrasse na fogueira acompanhada de outra pessoa. O deus Vishnu reconheceu a bondade e devoção de Prahlad e salvou-o.

O festival, portanto, celebra a vitória de um deus contra o outro e o triunfo da devoção. A tradição da queima Holika ou o “Holika Dahan” vem principalmente a partir desta lenda.

Apesar de esta ser uma festa colorida, existem vários aspectos de Holi, o que o torna tão importante para a cultura da Índia. Embora possa não ser tão evidente, um olhar mais atento e um pouco de pensamento revelará o significado do Holi em mais formas do que aquilo que simplesmente se vê. Holi celebra também a lenda de Radha e Krishna, que descreve o extremo prazer que Krishna teve na aplicação de cor sobre Radha e Gopis. Esta brincadeira de Krishna mais tarde, tornou-se uma tendência e uma parte das festividades do Holi.

 

Importância Social:

Holi ajuda a unir a sociedade e fortalecer o tecido secular do país, pois o festival é comemorado por não-hindus também. Neste dia as pessoas não diferenciam entre ricos e pobres e todos celebram o festival junto com um espírito de bondade e fraternidade. A noite as pessoas viositam amigos e parentes para trocarem presentes.

 

Além disso, a tradição do Holi se respeitam as diferenças esquecendo qualquer sentimento de dificuldades que podem estar presentes, todo mundo gosta de ser uma parte dessa festa tão colorida e alegre. 

fonte: http://www.holifestival.org

 

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Os três Reis Magos

Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém.

O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia.O apócrifo “A Revelação dos Magos” aparenta ser um relato de primeira mão da viagem dos Reis do Oriente para homenagear o Filho de Deus.

No tratado “Excerpta et Colletanea”, o  São Beda, (o Venerável (673-735), Doutor da Igreja e monge beneditino nas abadias de São Pedro e São Paulo, máxima autoridade dos primeiros tempos da Idade Média pelo fato de ter recolhido relatos transmitidos oralmente pelos Apóstolos aos seus sucessores),.. assim recolhe as tradições que chegaram até ele:

Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

São Beda quem por primeira vez escreveu o nome dos três. Nomes com significados precisos que nos ajudam a compreender suas personalidades.

reis-magos-andrea-mantegna-1280Gaspar significa “aquele que vai inspecionar”; Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Para São Beda – como para os demais Doutores da Igreja que falaram deles – os três representavam as três raças humanas existentes, em idades diferentes.
Neste sentido, eles representavam os reis e os povos de todo o mundo.
Também seus presentes têm um significado simbólico. Melquior deu ao Menino Jesus ouro, o que na Antiguidade queria dizer reconhecimento da realeza, pois era presente reservado aos reis.
Gaspar ofereceu-Lhe incenso (ou olíbano), em reconhecimento da divindade. Este presente era reservado aos sacerdotes.
Por fim, Baltasar fez um tributo de mirra, em reconhecimento da humanidade. Mas como a mirra é símbolo de sofrimento, vêem-se nela preanunciadas as dores da Paixão redentora. A mirra era presente para um profeta. Era usada para embalsamar corpos e representava simbolicamente a imortalidade.Desta maneira, temos o Menino Jesus reconhecido como Rei, Deus e Profeta pelas figuras que encarnavam toda a humanidade.

O nome “mago” era sinônimo de “sábio”. O tratamento dado a eles como grandes eruditos, prudentes e judiciosos, provinha do fato de os sacerdotes da Caldeia serem muito voltados para a consideração dos astros com uma sabedoria que surpreende até hoje.
A eles devemos o início da ciência astronômica.

Sem dúvida, seu caráter de “magos”, reconhecido pelo Evangelho de São Mateus, aponta para a área da civilização caldeia (cujo epicentro foi no atual Iraque, mas incluiu diversos países vizinhos, entre eles o Irã).
Com a decadência moral, os “magos” caldeus viraram uma espécie de bruxos, divulgadores de toda espécie de superstições.

Os Três Reis Magos teriam sido os últimos sacerdotes honrados daquele mundo pagão que aspiravam sinceramente conhecer o Salvador.

São Tomás de Aquino explica: ‘Os Magos foram as primícias dos gentios que acreditaram em Cristo. E neles se manifestou, como um presságio, a fé e a devoção das gentes que vieram a Cristo das mais remotas regiões’.

A festa da adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus recebeu o nome de Epifania do Senhor. Epifania vem do grego: πιφάνεια que significa “aparição; fenômeno miraculoso”.
A festa se comemora no dia 6 de janeiro, ou seja, doze dias após o Natal, ou 2 domingos após o Natal, dependendo do calendário litúrgico usado.

Seus restos são venerados na nave central da Catedral de Colônia, Alemanha, em magnífica urna de ouro e de pedras preciosas que extasia os visitantes. 

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Relicário dos três reis Magos na catedral de Colônia, Alemanha

Fonte: cienciaconfirmaigreja.blogspot.de

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Samhain e Halloween

31 de Outubro marca o Ano Novo Celta, de acordo com o Sabat Samhin no hemisferio norte. Nessa data o hemisferio sul comemora a transição da primavera para o verão no Sabat de Beltane.

Mas porque os dois hemisférios festejam o Halloween?? Para responder essa pergunta reuni informações e fiz um resumo das duas festividades. 😉

 

O Samhain marca o ano novo celta, assim como o início de uma nova Roda do Ano.

samhain24Essa é uma época de meditação e reflexão, sobre os ciclos da natureza, da vida e da morte. Época de nos conectarmos com a energia dos nossos antepassados e de todos aqueles espíritos e seres que nos auxiliaram em nossa caminhada, pois é uma época em que, segundo a cultura pagã, o “véu entre os mundos” se torna mais tênue.

O poder de magia pode ser sentido no ar, nessa noite. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Os espíritos daqueles que já partiram para o outro plano são mais acessíveis durante a noite de Samhain.

Samhain ocorre no pico do Outono. É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita.

Samhain é a noite em que o deus morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britânia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule, para representar o Ano-Novo. Para os Antigos Celtas, esse dia sagrado dividida o ano em duas estações, Inverno e Verão. Samhain era o dia no qual começavam o Ano-Novo celta e o Inverno, por isso era um tempo ideal para términos e começos.

Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.

Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão).

 

De acordo com os antigos celtas, havia apenas duas divisões do ano que iam de Beltane a Samhain (Verão) e de Samhain a Beltane (Inverno).

Samhain é um dos quatro grandes Sabbats e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat.

Por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os Pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas adivinhatórias foram associadas a Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.

 

a56d4006a440ac4585d7da7d4b4e578dO Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”.

“Hallow” é um termo antigo para “santo”, e “eve” é o mesmo que “véspera”. O termo designava, até o século 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro.

Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.

 

Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”).

O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas as fogueiras e celebrava a abundância de comida após a época de colheita.

O problema com esta teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados.

Em meados do século 8, o papa Gregório 3º mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio – a data do festival romano dos mortos – para 1º de novembro, a data do Samhain.

Não se tem certeza se Gregório 3º ou seu sucessor, Gregório 4º, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain.

Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para este dia fez com que a celebração cristã dos santos e de Samhain fossem unidos. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.

O Dia das Bruxas que conhecemos hoje tomou forma entre 1500 e 1800.

Fogueiras tornaram-se especialmente populares a partir no Halloween. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir bruxaria e a peste negra.

Comer era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou dizendo orações para as almas dos mortos. Em troca, eles recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório.

Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, 1 milhão de pessoas foram forçadas a imigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições.

Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista feminina americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”.

A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. As maçãs usadas para prever o futuro pelos britânicos viraram cidra, servida junto com rosquinhas, ou “doughnuts” em inglês.

O milho era uma cultura importante da agricultura americana – e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos – típicos de colheitas de milho – eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas.

Foi na América que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo.

Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu ser mais esperto que o diabo e vagava como um morto-vivo deu origem às luminárias feitas com abóboras que se tornaram uma marca do Halloween americano, marcado pelas cores laranja e preta.

Foi nos Estados Unidos que surgiu a tradição moderna de “doces ou travessuras”. Há indícios disso em brincadeiras medievais que usavam repolhos, mas pregar peças tornou-se um hábito nesta época do ano entre os americanos a partir dos anos 1920.

 

fontes:

http://www.bbc.com

http://www.casadobruxo.com.br

 

 

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Roda do Ano

Roda do Ano é o que simboliza a concepção de tempo dos pagãos e principalmente a dos Celtas e que era um tanto quanto diferente da atual. Eles não viam o tempo de forma linear, mas circular, cíclico. Seus calendários levavam em conta não só o ciclo solar, como é o nosso, mas também o ciclo lunar.

Originários da tradição celta, os Sabbats ocorrem oito vezes ao ano, levando-se em conta a posição da Terra com relação ao Sol: Equinócios e Solstícios. Nessas ocasiões, são homenageadas duas divindades: a Deusa, que simboliza a própria terra, e o Deus, que simboliza o sol.

A Roda do Ano – Representada pelos Oito Sabás, tem por objetivo, sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta Terra e o Universo. Ela descreve o Caminho do Sol durante o ano, representando as várias faces do Deus (da personalidade/ego/projeção do Eu verdadeiro) : – Seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e finalmente seu declínio e morte. Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no Ciclo Infinito de nossa evolução, para podermos renascer do Útero da Mãe.

Para entendermos essa visão da roda do ano, imaginamos um fruto. Ele cresce, amadurece e depois apodrece… mas isso tem um tempo pra acontecer, ele nao apodrece da noite pro dia… assim é o ciclo da terra, assim é o ciclo da vida e assim gira a roda do ano.

Sabá Hemisfério Norte Hemisfério Sul Associações
Samhain ouaka Halloween 31 de Outubro 30 de Abril, ou 1 de Maio Morte e ancestrais.
Yule  ou Yuletide 21 ou 22 de Dezembro 21 de Junho Solstício de Inverno .
Imbolc ouaka Candlemass 1º ou 2 de Fevereiro 1º de Agosto Primeiros sinais da primavera.
Ostara 21 ou 22 de Março 21 ou 22 de Setembro Equinócio  da primavera.
Beltaine ouaka May Eve 30 de Abril ou 1º de Maio 31 de outubro, 1 de Novembro Pleno florescimento da primavera. Contos de fada.
Litha 21 ou 22 de Junho 21 de Dezembro Solstício de Verão.
Lughnasadhaka ouLammas (festa agrícola) 1º ou 2 de Agosto 1º ou 2 de Fevereiro A colheita de grãos.
Mabon ouaka Modron 21 ou 22 de Setembro 21 de Março Equinócio de outono. Colheira de frutas.

 

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2joao_batista_024/06 dia de São João!! Dia de festa e celebração!
Talvez por ser um Santo venerado em tantas religiões de culturas diferentes e por ter seu simbolo a fogueira!

Ele é considerado, principalmente pelos cristãos , como o “precursor” do prometido Messias, Jesus Cristo.

A importância do seu nome João advém do seu significado que é “Deus é propício” e apelidaram-no “Baptista” pelo facto de pregar um batismo de purificação (Lucas 3,3). Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus no Rio Jordão, e introduziu o batismo nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adaptados pelo cristianismo.

João nasceu numa pequena aldeia chamada Aim Karim a cerca de Jerusalém. Filho de pai Judeu, sua educação foi grandemente influenciada pelas acções religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada “as filhas de Araão”, as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.

Fora o cristianismo, Sao Joao Batista era importantante em diversas religioes:

No Espiritismo: O profeta Elias reencarnou como João Batista. Mais tarde, teve outras experiências reencarnatórias como sacerdote druida entre o povo celta, na Bretanha. Depois como o reformador Jan Hus (1369-1415), na Boêmia. Na França foi Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), o qual utilizava o pseudônimo Allan Kardec como codificador do Espiritismo.

No Mandeísmo (religião pré-cristã classificada por estudiosos como gnóstica, praticada atualmente no Iraque e nas comunidades emigradas deste mesmo país).
João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo. João Baptista é também considerado pelos muçulmanos como um dos grandes profetas do Islão.

Na Umbanda
Nesta religião afro-brasileira, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô na Umbanda e é responsável nesta crença, por um agrupamento de espíritos que trabalha com a saúde e o conhecimento, chamada de Linha do Oriente, por congregar além de médicos e cientistas, hindus, muçulmanos e outros povos.

No Islamismo
São João Batista também é reverenciado pelos muçulmanos sunitas como sendo um dos seus profetas.

Na Maçonaria
São João Batista é aclamado pela Francomaçonaria como seu padroeiro.

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Saint Walpurga e a Noite das bruxas

0_fca49_1a0f5f6f_XLSaint Walpurga (Santa Valburga ou Valpurga)  (inglês antigo: Wealdburg; c. 710 – 25 de fevereiro de 777 ou 779) foi uma missionária anglo-saxã que atuou no Reino Franco. Foi canonizada cerca de 870 pelo Papa Adriano II.

Walpurga nasceu cerca de 710 no Reino de Wessex no condado de Devonshire , Inglaterra, em uma família aristocrática local. Ela era filha de St. Richard a Pilgrim , um dos underkings dos saxões ocidentais, e de Winna, irmã de St. Boniface , Apóstolo da Alemanha, e tinha dois irmãos, St. Willibald e St. Winibald .

A formação religiosa de Valpurga foi realizada num convento anglo-saxão. Seguindo o exemplo de seus irmãos, Valpurga partiu da Inglaterra na metade do século VIII e estabeleceu-se na Alemanha como missionária, numa época em que a cristianização do norte da Europa ainda não era completa.

Em 761, quando morre seu irmão Vunibaldo, que era abade do convento beneditino de Heidenheim, Valpurga assume o cargo de abadessa. A partir de então aquele passou a ser um convento duplo, com uma parte para homens o outro para mulheres, seguindo o modelo dos conventos anglo-saxões. Como resultado, ela é muitas vezes chamado o primeira autora feminina da Inglaterra e Alemanha. 

Walpurga morreu em 25 de fevereiro 777 ou 779 (os registros não são claros) e foi sepultada em Heidenheim; No calendário católico seu dia consagrado é o Primeiro de Maio, dta da sua canonização. Seus restos descansam na Abadia de Santa Valpurga em Eichstätt (Alemanha), mas parte de suas relíquias foram levadas a Colônia, Antuérpia e outros lugares. É a santa patrona da Antuérpia, Eichstätt e Groninga, entre outras localidades. É considerada protetora contra a raiva e tempestades pelos fiéis.

A representação mais antiga do Walpurga, no final do século 11 início Hitda Códice, feito em Colónia , descreve-a que guardara hastes estilizados de grãos. Em outras representações que o objeto foi chamado de um ramo de palmeira. O atributo de grãos tem sido interpretada como uma ocasião Walpurga passou a representar o conceito pagã mais antiga da  Grande Mãe . Camponeses formado sua réplica em uma zorra de milho na época da colheita e disse contos para explicar a presença de Valburga no maço de grãos. 

image2Walpurgisnacht

Além de ser assossiada a Grande Mãe, a data de festividade de Walpurga coincide com o Sabat de Beltane*, que é um grande festival para os pagãos, dando origem a Walpurgisnacht nome alemão para a noite de 30 de Abril. Assim chamado porque é a véspera do dia da festa de São Walpurga , também chamado Hexennacht (noite das bruxas), acredita-se ser a noite de um bruxas “reunião sobre o Brocken , o pico mais alto das montanhas Harz , uma série de colinas arborizadas em Alemanha central entre os rios Weser e do Elba. A ocorrência primeiro escrito conhecido da tradução Inglês “Noite de Walpurgis” é a partir do século 19. Variantes locais da Noite de Walpurgis são observados em toda a Europa.

 

 

Beltane*

1 de Maio (Hemisfério Norte) e 31 de Outubro (Hemisfério Sul).

Os poderes da luz e da nova vida agora dançam e movem-se através de toda a criação. A Roda continua a girar. A primavera dá lugar à primeira floração plena do Verão e os Pagãos celebram Beltane com a dança da fita, simbolizando o Sagrado Casamento entre Deusa e Deus.

BeltaneBeltain ou Bealtaine é um festival celta, ainda comemorada nos dias atuais, reconhecido nas comemorações da Festa da Primavera, mas que originalmente marcava o verão. Devemos, entretanto, deixar claro que há uma grande discrepância entre as comemorações contemporâneas (que primam a sensualidade humana) e a comemoração em tempos remotos (que tinham um enfoque maior na fertilidade da Terra). O Beltane é o mais alegre dos Festivais Celtas, onde os participantes dançam, e se alegram nas voltas da fogueira.

Oposto ao festival Samhain, o Beltane é um festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, a fertlidade da Terra e os fogos do Deus Celta Bellenos, e toda sua energia e luz.

Durante o Festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes.

 

fontes

http://www.hexenrezepte.de/Walpurgisnacht.htm

de.wikipedia.org/wiki/Walburga

http://www.espiritualidadefeminina.com.br

 

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Guerreiros e suas mitologias

A história é feita de guerras, e se tem guerras tem quem nos defenda! 😉

 Ares – Mitologia Grega

aresyhDeus grego das guerras, conhecido também em Roma como Marte, filho de Zeus e Hera, de quem herdou o mal gênio da mãe e a força do pai. Pertence a geração dos grandes doze deuses do Olimpo. Ares era guerreiro, gostava muito de guerras, batalhas e brigas, era muito violento, sanguinário, pelo contrário de muitos ele só encontrava sua paz, em suas lutas e batalhas. Era ele quem governava a cidade de Esparta. Em suas lutas sua chegada era anunciada com gritos que causavam pânico nas pessoas.

Ares tinha como amante a deusa do amor, a Afrodite. Com ela teve dois filhos, o Deimos e o Fobos, que acompanhavam o pai nas batalhas. Também teve com ela o filho Eros que tinha o mesmo poder da mãe, o deus do amor, roubava corações com suas flechas, e até Afrodite foi uma delas, também teve a Harmonia e Anteros. Porém, Hefesto como marido de Afrodite descobriu sua traição, e soube que eles iam se encontrar em seu palácio e preparou uma armadilha para os dois. Na cama ele colocou uma rede invisível e os prendeu, o Sol que estava espiando, ajudando Hefesto viu que a armadilha tinha funcionado e avisou a todos os Deuses, para que todos pudessem ver e presenciar a traição.

Afrodite e Ares então foram presos e depois de um longo tempo quando foram soltos, se separaram. Sempre foi um grande protetor de seus filhos e mesmo sendo um deus de fama ruim, era o único deus que agia desta forma com proteção. Como deus Romano Ares também teve filhos com Réia que eram os gêmeos Remo e Rômulo.

Embora Ares gostasse muitas das guerras e batalhas, não era invencível, perdeu muitas vezes. Tem como sua principal rival a deusa Atena que era a deusa das guerras estratégicas, ao contrário de Ares que gostava mesmo de sangue. Atena o derrotou muitas vezes. Ares em suas guerras usava capacete, lança, escudo e uma couraça, também usava uma carroça puxada por quatro cavalos que soltavam fogos pelas narinas.

 

Ogum – Mitologia Africanista

9568764105a85362544f0a06227ccd6cOgum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. Ele é um guerreiro,um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.

Ele é a lei divina em ação, que pune e premia, mas não gosta de ser invocado em vão. É fácil invocar Ogum, mas controlar as suas ações é impossível.

Foi Ogum quem ensinou aos homens o trabalho com ferro e aço. Seus instrumentos, além da espada são: alavanca, machado, pá, enxada, faca, etc. Com os quais ajudou os homens a dominar à natureza e a transformá-la.
Como está sempre ligado ao poder e a força, este Orixá não gosta de Ter suas ordens desobedecidas. Quando não é atendido fica irado e perde a razão e castiga àqueles que o desobedeceram, arrependendo-se depois.
A cor de Ogum é o vermelho na Umbanda e Azul no Candomblé, mas pode ser associado ao verde. Sua bebida é a cerveja branca, seu dia da semana é a terça-feira.
Este Orixá foi casado com Iansã, a Orixá dos ventos, que fugiu com Xangô. Também foi casado com Oxum, a Orixá da água doce, que abandonou Ogum para se casar com Oxossi, o Orixá das matas.
Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exu, o rei das encruzilhadas e dos cemitérios.

O dia da semana consagrado a Ogum é a terça-feira, que coincide com o dia dedicado pelos romanos a Marte, o deus da guerra. Sempre ligado à força e ao poder, ele é o dirigente que não quer ter suas ordens desobedecidas. Ogum pode ser associado ao arcano IV do Taro: o Imperador; como esse arcano ele encarna a vontade firme aliada a força de execução, as energias fluindo para uma realização material. Ele protege seus domínios de forma consciente, seguro do poder que representa, Ogum contém elementos fortes e consistentes que o mantém como uma figura viva e atuante na esfera psíquica do homem.

 

Huitzilopochtli – Mitologia Asteca

huitzilopochtli_by_EL_WALROKHuitzilopochtli cujo nome significa “beija-flor azul à esquerda”, era o deus asteca do sol e da guerra. A xiuhcoatl (serpente turquesa ou de fogo) era sua arma mística.

Era o principal deus cultuado na capital do impérioTenochtitlán. Comumente representado com seus membros pintados de azul com penas de beija-flor em sua perna esquerda além de uma lança cerimonial. A guerra e a morte estão bem entrelaçadas em suas manifestações rituais. Os beija-flores, na cultura asteca e a ele associado em seu nome, eram considerados como sendo a alma de guerreiros perecidos que acompanhavam o Sol (Huitzilopochtli) em sua ronda diária pelo céu. O mito não deixa totalmente esclarecido se Huitzilopochtli foi um herói factualmente existente e posteriormente transformado em uma divindade ou se foi concebido como tal no panteão asteca, acredita-se que ele tenha iniciado a migração realizada pelos ancestrais do que depois seriam chamados de astecas em direção ao Lago Texcoco no século XII e as lendas em torno de nascimento apenas reforçam o que seria na verdade a transformação de um homem em divindade. Durante a migração rumo ao Lago Texcoco onde o império asteca de fato se estabeleceria uma figura de Huitzilopochtli foi conduzida por quatro sumo-sacerdotes onde segundo o mito teria feito promessas de vitórias em batalhas e conquistas sobre outros povos, consolidando seu caráter guerreiro.

 

 

São Jorge – Mitologia Cristã

tumblr_ntzrcbGb1y1t2yrzno1_1280Muito se sabe da historia de São Jorge, e por isso vou fazer um resumo, focando nas simbologias da sua imagem. São Jorge era filho de família rica, estudou muito e foi criado com esmero. Ainda jovem, entrou para o exercito, pois tinha vocação para a liderança e gostava das batalhas. Nasceu na Capadócia, Turquia, no ano de 275, na era do Imperador Diocleciano. Este, perseguiu os Cristãos, mandando matar todos os que eram descobertos. A mãe de São Jorge era nascida na Palestina e educou o filho nas virtudes do Cristianismo. Quando ela e o marido morreram, Jorge foi morar em Nicomédia. Lá, foi nomeado Tribuno Militar do Imperador romano. Porém, a semente cristã lançada pela mãe, brotou no coração de Jorge. E, mesmo sendo do mais alto escalão do exército romano, ele se converteu, dividiu sua fortuna com os cristãos e passou a discutir com os generais e o Imperador, querendo acabar com a perseguição contra a fé em Cristo.Por ordem do imperador, porém, foi preso, torturado e forçado a voltar para a religião romana. Não obedecendo ao imperador, São Jorge foi morto em 23 de abril de 303, por decapitação. Sua imagem trás símbolos e significados profundos.

 imagem de São Jorge

A imagem de São Jorge conta sua história de vitória contra o mal. É a história de uma vida contada através de uma imagem forte e rica de significados. Que São Jorge interceda por nós em todas as lutas da vida, especialmente nas batalhas contra o mal.

A espada e a lança de São Jorge

A espada e a lança de São Jorge, com a qual ele fere mortalmente o dragão, representam a Palavra de Deus, conforme o escrito de São Paulo: “A Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração”. (Hebreus 4,12) é com o poder da Palavra de Deus que São Jorge vence o mal.

A capa vermelha de São Jorge

A capa vermelha de São Jorge representa seu martírio. Ele foi decapitado, ou seja, teve a cabeça cortada por não ter renegado sua fé em Jesus Cristo.

O cavalo branco de São Jorge

O cavalo branco de São Jorge simboliza a pureza e a santidade, armas indispensáveis na luta contra o mal. Além disso, a cor branca, usada na Páscoa, nos lembra a vitória sobre a morte e a ressurreição de Jesus. A grande luta de São Jorge foi contra o império romano que queria acabar com os cristãos. Por isso ele foi elevado aos altares da Igreja.

O dragão na imagem de São Jorge

O dragão na imagem de São Jorge representa o demônio, o mal que quer nos destruir e toda perseguição do império romano contra os cristãos. Uma outra versão conta que este temido dragão apavorava uma cidade da Libia de nome Salone. Os moradores passaram a oferecer vitimas para o dragão

 

 

 

fontes

http://www.infoescola.com

https://www.wdl.org

http://www.cruzterrasanta.com.br/

 

 

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Festivais da Humanidade

A cada lua cheia, a Terra e a humanidade são presenteadas com uma grande dispensação de Luz e de bênçãos. Durante o ano, ocorrem doze ou treze plenilúnios, o que significa que temos doze ou treze desses Festivais de Luz, cada qual trazendo uma energia especial, com correspondência direta com o signo do zodíaco atuante no mês e com um dos Doze Raios Planetários.

Durante os Festivais da Luz, abre-se um canal para a humanidade e ela pode entrar em contato com determinadas energias, que não se encontram com tanta facilidade em outros momentos. Essa dispensação energética possibilita a ocorrência de grandes expansões de consciência e, conseqüentemente, uma aceleração na evolução espiritual.

De todos os festivais da lua cheia, existem três que são os mais importantes, uma vez que as energias da espiritualidade, da transmutação e da iluminação são derramadas com maior força. São eles: Festival da Páscoa, Festival do Wesak e Festival da Humanidade ou Asala.

 

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Festival da Páscoa – Lua Cheia de Áries

Na Santíssima Trindade, representa o Festival do Pai. Este Festival trabalha a energia da Morte e Ressurreição – a morte de tudo aquilo que já não serve mais para a evolução e a ressurreição para uma nova vida. É o Festival da ascensão e ressurreição do Mestre Sananda (Jesus). Além dessas energias, junto com o Festival da Páscoa também é celebrado o Festival do Primeiro Raio. Entre as qualidades positivas deste Raio estão: Fé, Coragem, Firmeza, Vontade e Determinação.

Festival do Wesak – Lua Cheia de Touro

Na Santíssima Trindade, representa o Festival do Filho. É o Festival da Iluminação de Buda e trabalha a energia da Ascensão e Iluminação. Neste Festival celebra-se também o Festival do Segundo Raio, que trabalha o Amor e Sabedoria. O Festival do Wesak representa o grande encontro espiritual do Oriente com o Ocidente. A Sabedoria de Deus é manifestada por meio de Buda e por meio do Cristo – Lord Maitreya – é manifestado o Amor para a humanidade. O Festival do Wesak une o trabalho de Buda com o trabalho de Lord Maitreya.

Em algumas cidades se ascende lanternas, que simbolizam a iluminação de Buda.

SAINT-GERMAIN-A-Chama-VioletaFestival da Humanidade ou Asala – Lua Cheia de Gêmeos

Na Santíssima Trindade, representa o Festival do Espírito Santo. É o Festival do Mahachoan – St. Germain – e trabalha a ancoragem da Ascensão através da energia do Terceiro Raio, o Raio da Inteligência Ativa/Divina, Consciência plena, Conexão com o fluxo e Fonte do Universo. O Festival da Humanidade aspira à divindade, à sintonia com a vontade de Deus e com os relacionamentos humanos justos. É uma festividade preparada para reconhecer e respeitar a natureza divina da humanidade. A força predominante neste Festival é a Reconstrução.

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Deusas do Mar

A vida surgiu do mar?? Existem civilizações nos Oceanos??

Perguntas essas que cada um deve se fazer e buscar a sua resposta, pois dela vai surgir possivelmente a sua crença.

O fato é que vivemos num planeta cuja 71% da sua superfície é de água salgada. Seguindo a linha de Adoração, que nos sugere o Livro de Urantia…. Quem seria a divindade mais adorada (ou temida) na história da civilização?? Sim o Mar, as águas salgadas dessas Rainhas Oceanicas! 😉

 

Mitologia Africana

Iemanjá, a rainha do Mar

Obra de Arte de Thays Renk

Iemanjá, é um Orixá africano, cujo nome deriva da expressão Iorubá “Yèyé omo ejá” “Mãe cujos filhos são peixes” comemorada em 02 de fevereiro. No Brasil, rainha das águas e mares.

Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás por isso a ela também pertence a fecundidade, por isso é representada com seios e quadril fartos. É protetora dos pescadores e jangadeiros.

Iemanjá é força da natureza que tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.

A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Iemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.

 

 

Mitologia Nórdica

Ran, a deusa marinha

b8b2e7a1af134d72f4e1aebbb8232ea8De extrema beleza e talento musical, Ran a deusa nórdica do mar, tinha o dom da sedução, da magia e da transmutação. A forma que mais gostava de assumir era a de uma bela sereia.
O mar era chamado 
O Caminho de Ran pois os navegantes sabiam que nas profundezas dele esta Deusa era quem abrigava os que se afogavam. E estes ficavam para sempre sob os seus domínios.
Seus cabelos eram compridas algas marinhas banhadas num perfume sedutor. Era sempre representada coberta de muitas jóias. Com uma de suas mãos segurava o leme do barco e com a outra, recolhia em sua rede os afogados para seu reino escuro e encantado no fundo do mar.

Era comum os marinheiros escandinavos levarem consigo moedas de ouro nas viagens pois dizia a lenda que se os afogados resgatados por ela portassem ouro, a Deusa magicamente os devolvia à vida, mas nos reino submerso. E onde também seriam tratados com regalias. A eles lhes seria permitido assistirem a seus enterros. E se alguém de sua família os vissem, acreditaria que estavam em boas mãos, aos cuidados da Deusa.
Os navios daquela época ostentavam em suas proas a figura de Ran entalhada em madeira como sinal de proteção e reverência à Deusa.

 

Mitologia Grega

Tétisa nereida

MpetisA deusa do mar, a mais jovem das Titânidas, filha de Urano, o Céu, e de Gaia, a Terra. Seu nome em grego significa ama, nutriz, por ser a deusa da água, matéria-prima que, segundo uma crença antiga, entrava na formação de todos os corpos. Segundo lendas, com auxílio do gigante Egeon, libertou Zeus, depois deste ter sido amarrado pelos outros deuses. Personificação da fecundidade do mar, casou-se com o seu irmão Oceano e foi mãe de três mil rios e de três mil ninfas, as chamadas Oceânidas. Dão-lhe ainda como filhos, não somente os rios e as fontes, mas também Proteu, Etra, mãe de Atlas, Persa, mãe de Circeu, etc. Foi avó da nereida Tetis, a filha de Nereu e mãe de Aquiles, e com quem não deve ser confundida. Costuma ser representada em um carro em forma de uma divina concha de uma brancura de marfim nacarado. Quando percorre o seu império, esse carro, é puxado por cavalos-marinhos brancos flutuando sobre a superfície das águas e é acompanhada pelos Tritões que tocam trombeta com as suas conchas recurvas, e pelas Oceânidas coroadas de flores. Sua cabeleira esvoaça pelas espáduas, ao capricho dos ventos e, ao seu redor dela, delfins saltitam no mar. 

 

 

 

 

Pra quem ficou curioso, sobre a menção ao Livro de Urantia., aqui segue um trecho.

Em uma época ou em outra, o homem mortal adorou tudo sobre a face da Terra, incluindo a si próprio. E adorou também tudo o que fosse imaginável, no céu e sob a superfície da Terra. O homem primitivo temia todas as manifestações de poder; e adorou a todos os fenômenos naturais que não podia compreender. As forças naturais poderosas, tais como as tempestades, enchentes, terremotos, deslizamentos de terra, vulcões, fogo, calor e frio, como observadas pelo homem, impressionaram em muito a sua mente em expansão. As coisas inexplicáveis da vida ainda são chamadas de “atos de Deus” e de “dispensações misteriosas da Providência”.

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